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Rip Curl Pro Bells Beach 2026: WSL volta ao formato original no primeiro evento do ano

O Rip Curl Pro Bells Beach presented by Bonsoy, que será realizado em Victoria, na Austrália, não é apenas mais uma etapa do Championship Tour — é, historicamente, o evento mais simbólico do surfe mundial. Em 2026, ele ganha ainda mais relevância ao marcar a abertura oficial da temporada da WSL, redefinindo o ponto de partida da corrida pelo título mundial.

O evento mais tradicional da história do surfe

Poucos palcos carregam tanto prestígio quanto Bells Beach. A competição começou em 1962, ainda como um evento amador, e se profissionalizou em 1973 com o patrocínio da Rip Curl.

Desde então, tornou-se o evento mais antigo do surfe competitivo, sendo disputado ininterruptamente por décadas e consolidando-se como um dos troféus mais cobiçados do circuito.

O simbolismo é único: o campeão não apenas vence — ele “toca o sino” , tradição que virou um dos rituais mais icônicos do esporte.

Além da história, Bells exige um surfe técnico e potente. Suas direitas longas e paredes consistentes transformam cada bateria em um teste de leitura de onda, timing e construção de linha — características que tradicionalmente separam campeões de competidores comuns.

2026: nova temporada, novo formato da WSL

A temporada 2026 marca uma mudança estrutural importante. A WSL retorna ao formato clássico de pontos corridos ao longo do circuito, deixando para trás o modelo recente com Finals decisivo.

Agora, o título volta a ser definido pela consistência durante o ano, o que aumenta o peso de cada etapa — desde a primeira.

E Bells Beach assume esse protagonismo: pela primeira vez, o evento abre oficialmente o Championship Tour, funcionando como o termômetro inicial da temporada.

Brasil em peso: força masculina e feminina

O Brasil segue como uma das maiores potências do surfe mundial, com presença constante entre favoritos e candidatos ao título.

No masculino, nomes como Gabriel Medina, Yago Dora, Ítalo Ferreira e Filipe Toledo aparecem entre os destaques de um circuito cada vez mais competitivo. O time ainda conta com Miguel Pupo, João Chianca, Alejo Muniz, Samuel Pupo e o  estreante Mateus Herdy

No feminino, Luana Silva é nossa única representante.

Brazinco no protagonismo

O Brazinco vem em peso esse ano! Dois atletas e um técnico vão estar super protegidos este ano no tour.

Yago Dora – consistência e explosão

O atual campeão mundial, Yago Dora, chega para defender o título com uma nova mentalidade. O surfista, que liderou o ranking em 2025, afirma que está mais leve e maduro após conquistar o primeiro título. Em entrevista recente, Yago projetou a temporada com otimismo, destacando que o intervalo maior entre as competições foi benéfico para ajustar equipamentos e descansar a mente .

O campeão entra direto no Round 2 (segunda fase), um formato que beneficia os cabeças de chave. Ele enfrenta o vencedor de uma das baterias da primeira rodada, que contará com os atletas de menor ranking. Yago já está focado em melhorar seu desempenho histórico em Bells, um dos seus principais objetivos para o ano .

Mateus Herdy – estreia no CT

Natural de Florianópolis, Mateus Herdy é a grande aposta brasileira para a temporada. Campeão mundial Júnior em 2018, ele é o único estreante (rookie) do país na elite em 2026 . Sua classificação para o CT foi dramática, garantida nos minutos finais do Challenger Series em Newcastle, um momento de explosão emocional que comoveu o mundo do surfe .

Conhecido pelo surfe aéreo e progressivo, Herdy chega cercado de expectativas. Ele é apontado como o nome mais aguardado da nova geração e terá a missão de se adaptar às ondas tradicionais do circuito, começando pelo icônico e desafiador fundo de Bells Beach.

Adriano de Souza – Técnico de elite

O que poderia ser apenas o retorno de um tricampeão mundial se transformou no enredo mais comentado do início do ano. Gabriel Medina, que ficou fora do circuito em 2025 devido a lesão, está de volta. Mas a grande novidade é sua nova comissão técnica: ele será treinado por ninguém menos que Adriano de Souza, o “Mineirinho” .

Essa união une os dois primeiros campeões mundiais da história do Brasil. Medina venceu em 2014 e Adriano em 2015. Agora, o “Capitão” da Brazilian Storm assume o comando da carreira de Medina em busca do tetracampeonato. Adriano, que já trabalhou com nomes como Tatiana Weston-Webb e Miguel Pupo, traz sua experiência e disciplina para potencializar o talento nato de Medina .

O Formato: Entenda para Não se Perder

Para quem vai acompanhar a transmissão ao vivo (disponível no WorldSurfLeague.com e no aplicativo WSL), vale lembrar como funciona o novo sistema:

  • Round 1: Os 8 surfistas de pior ranking (29-36) + dois convidados disputam 4 baterias. Apenas os vencedores avançam para o Round 2 .

  • Round 2: Os 28 melhores do ranking (1-28) entram em cena. Eles enfrentam os vencedores do Round 1. Quem vencer, avança. Quem perder, está eliminado da etapa .

  • Eliminação Direta: Diferente dos anos anteriores, não há repescagem. Cada bateria é uma decisão de mata-mata.

A janela de competição vai do dia 1º ao dia 11 de abril, e a previsão de ondas para Bells Beach indica condições clássicas para o início do campeonato . O Blog Brazinco estará acompanhando cada minuto da estreia da temporada. Vamos, Brasil!

fotos: Rip Curl, Waves, Red Bull, WSL W Surf Boards Lab.

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