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Michaela Fregonese quebra recorde histórico com onda de 12,25m em Santa Catarina

Atleta da Família Brazinco encara uma morra de 12,25 metros na Laje da Jagua, em Santa Catarina, e entra definitivamente para a história do surfe nacional de ondas gigantes.

O surfe brasileiro acaba de ganhar mais um capítulo histórico. A atleta Brazinco Michaela Fregonese estabeleceu oficialmente o novo recorde da maior onda já surfada por uma mulher no Brasil ao descer uma montanha de água de 12,25 metros na Laje da Jagua, em Jaguaruna, Santa Catarina. O feito aconteceu no dia 11 de maio de 2026 e foi confirmado após análise técnica especializada realizada nos dias seguintes.

Conhecida como a “Nazaré Brasileira”, a Laje da Jagua vem ganhando notoriedade internacional por produzir algumas das maiores ondas já registradas na costa brasileira. Foi justamente ali que a Michaela protagonizou uma das sessões mais impressionantes da história do surfe feminino nacional.

Mais do que um recorde, a conquista simboliza a consolidação de uma atleta que há anos desafia limites físicos, técnicos e mentais no universo das ondas gigantes.

Uma onda para entrar na história

A sessão aconteceu após a passagem de um ciclone pelo litoral sul do Brasil, fenômeno que criou as condições ideais para a formação de ondas gigantes na região. Micha já estava no local acompanhando a movimentação do swell e aproveitou a oportunidade que poucos surfistas no planeta teriam coragem de encarar.

Quando entrou na primeira onda do dia, poucos imaginavam que ela estava prestes a escrever seu nome nos livros de recordes.

Após análises conduzidas pelo oceanógrafo Douglas Nemes, especialista em dinâmica oceânica e medições de ondas gigantes, a altura foi oficialmente estabelecida em 12,25 metros, tornando-se a maior onda já surfada por uma mulher em águas brasileiras.

O recorde nacional absoluto segue pertencendo a Lucas Chumbo, que surfou uma onda de 14,82 metros também na Laje da Jagua em 2025. Ainda assim, a marca de Michaela representa um marco histórico para o esporte feminino brasileiro.

Quem é Michaela Fregonese?

Para quem acompanha o universo das ondas gigantes e nossas redes sociais, o nome Michaela Fregonese está longe de ser uma surpresa.

A surfista construiu sua trajetória em um dos segmentos mais exigentes e perigosos do esporte. Diferentemente do surfe de competição tradicional, o big wave surfing exige preparo físico extremo, conhecimento avançado do oceano, treinamento de apneia, capacidade de resgate e tomada de decisão em situações onde erros podem ser fatais.

Ao longo dos últimos anos, Michaela se tornou uma das principais representantes brasileiras nas ondas gigantes, participando de expedições, desafios e sessões em alguns dos picos mais temidos do mundo. Sua carreira foi construída muito mais pela consistência e pela coragem diante de condições extremas do que pela busca de exposição midiática.

Essa combinação de experiência, técnica e leitura de mar foi fundamental para que ela estivesse pronta quando a oportunidade histórica apareceu em Santa Catarina.

Os títulos que colocaram Michaela entre as melhores do mundo

O recorde brasileiro não surge de forma isolada.

Em 2025, Michaela viveu uma das temporadas mais importantes de sua carreira ao conquistar o Big Wave Challenge, competição internacional voltada ao surfe de ondas gigantes. Na mesma temporada, ela também venceu as categorias “Onda do Ano” e “Maior Onda do Ano”, resultados que a colocaram definitivamente entre os principais nomes do surfe extremo mundial.

Esses títulos foram importantes não apenas pela conquista esportiva, mas porque demonstraram que atletas brasileiras podem competir em igualdade com algumas das maiores referências internacionais da modalidade.

O novo recorde brasileiro surge justamente como consequência dessa evolução técnica observada nos últimos anos.

A ascensão da Laje da Jagua, a “Nazaré Brasileira”

Grande parte da repercussão do feito também está ligada ao crescimento da Laje da Jagua como destino de ondas gigantes.

Localizada no litoral sul catarinense, a formação submarina da região cria condições especiais para amplificar a energia dos swell vindos do Atlântico Sul. O resultado são ondas que podem atingir alturas raramente vistas em território brasileiro.

Nos últimos anos, o local passou a atrair atletas especializados em tow-in e big wave surfing, tornando-se uma referência nacional para quem busca ondas extremas.

O recorde de Michaela reforça ainda mais o potencial da região e ajuda a colocar Jaguaruna definitivamente no mapa mundial do surfe de ondas gigantes.

Um marco para o surfe feminino brasileiro

Historicamente, o surfe de ondas gigantes foi um ambiente predominantemente masculino. Embora isso venha mudando nas últimas décadas, as oportunidades, investimentos e visibilidade para as mulheres ainda são menores quando comparados aos homens.

Por isso, conquistas como a de Michaela têm um peso que vai além do esporte.

Ao estabelecer a maior onda já surfada por uma mulher no Brasil, ela amplia os horizontes para toda uma nova geração de surfistas que passa a enxergar o big surf como um caminho possível.

O feito também reforça a presença feminina em uma modalidade que exige níveis extraordinários de preparação física, capacidade técnica e resistência psicológica.

Brazinco e a cultura do mar

A trajetória de Michaela Fregonese conversa diretamente com os valores que fazem parte da essência da Brazinco: paixão pelo oceano, conexão com a natureza, superação e respeito pelas forças do mar.

Ao longo dos anos, a atleta construiu uma carreira baseada na busca por desafios reais, enfrentando algumas das condições mais extremas que o oceano pode oferecer.

Agora, ao surfar uma onda de 12,25 metros e estabelecer um novo recorde nacional, Michaela não apenas conquista mais um feito individual. Ela ajuda a escrever um novo capítulo na história do surfe brasileiro.

E, pelo que sua carreira vem mostrando, dificilmente este será o último.

Parabéns, Michaela Fregonese. Gigante na água, gigante para o surfe brasileiro. 🌊🏄‍♀️

Piloto: João Paiva
Imagens recorde: Yunes Khader

fotos: Bred Oliveira, Globo Repórter

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